sexta-feira, 30 de março de 2007
quarta-feira, 28 de março de 2007
Confiança

confiança
do Lat. confidentia
s. f.,
segurança e bom conceito que se faz de alguém;
convicção do próprio valor;
firmeza de ânimo;
crédito;
intimidade, familiaridade;
pop.,
atrevimento;
audácia;
insolência.
abuso de -: atitude abusiva tomada perante uma posição ou situação;
dar -: consentir uma certa familiaridade;
ganhar -: familiarizar-se; o m. q. tomar confiança;
ir à -: ter segurança; ter a certeza;
tomar -:vd. ganhar confiança.
É bem difícil para mim, cada vez mais, confiar verdadeiramente em alguém! A confiança é, de facto, um conceito muito ténue, ambíguo até... Se por um lado é bom confiarmos em alguém, sentirmo-nos seguros, por outro desejamos que isso não se tranforme em abuso.
Para mim a confiança resume-se ao respeito e à "certeza" (conceito ainda mais ténue, seguramente utópico) de que a pessoa de quem confiamos nunca nos irá fazer mal, ou pelo menos esforçar-se-á ao máximo para isso. A verdade é que cada vez as pessoas se esforçam menos para não se magoarem umas às outras e isso entristece-me... Confesso que já magoei, já fui magoada mas não me parece que tenha sido por querer, sei que não foi por querer, por isso choca-me a leviandade com que algumas pessoas têm lata para certos comportamentos que traem a confiança que outras pessoas depositam nelas... Todos os dias vejo à minha volta coisas a acontecerem que me fazem sentir profundamente ingénua (saloia) e me metem nojo porque são coisas inconcebíveis e incompreensíveis para mim mas banais para a maior parte (é a triste realidade que me passa à frente dos olhos) das pessoas! Parece tudo um jogo no qual não importa quem temos que magoar desde que tiremos dele o maior proveito possível!!!
Isso faz-me ser cada vez mais desconfiada e tenho pena porque a confiança é das provas de amizade e de amor mais bonitas que se podem dar, pelo menos para mim e, por uma questão de sobrevivência e de saúde mental, vejo-me obrigada a, cada vez mais, pensar duas vezes antes de depositar a minha confiança em alguém!
sexta-feira, 23 de março de 2007
Slide buedalindo opah
terça-feira, 20 de março de 2007
segunda-feira, 19 de março de 2007
Sábias Palavras!
"Sei que pareço um ladrão...
Mas há muitos que eu conheço,
Que, sem parecer o que são,
São aquilo que eu pareço."
Mas há muitos que eu conheço,
Que, sem parecer o que são,
São aquilo que eu pareço."
António Aleixo
segunda-feira, 12 de março de 2007
domingo, 11 de março de 2007
Enterior Desquecido e Ostracizado II
Houve um motorista que uma vez pôs o DVD do Tony Carreira... Duas vezes... Seguidas...
Fim de desabafo!
Enterior Desquecido e Ostracizado!
Não, não basta ser de uma terra esquecida não por Deus mas pelos homens e demorar 5 horas de autocarro a lá chegar para poder matar saudades da minha família!!! Não basta... não é sofrimento suficiente... NÃO! Para além de tudo isto o filho da p#t@ do motorista do autocarro tem a feliz ideia de pôr um filme do Steven Seagal durante a viagem!!! Sim, desse "senhor"... Será que já não há compaixão neste mundo?
Mil vezes o Rocky....
quarta-feira, 7 de março de 2007
segunda-feira, 5 de março de 2007
O Príncipe!

Comi a maçã envenenada com que a bruxa me acenou sem a mínima hesitação apesar de na minha personalidade se encontrar sempre latente alguma desconfiança! A forma como me sorriu de alguma forma transmitiu-me total confiança... A maçã tinha mesmo bom aspecto... A sua casca brilhava emitindo uma luz cintilante, uma luz que cativa, fascina, não deixa pensar... Nunca tinha provado nada de mais suculento e doce... Adormeci... Entrei num sonho que sonhei, que vivi a sonhar, que sonhei em viver, que vivi...
Acordei antes mesmo de o meu príncipe chegar, pensei mesmo que já nem vinha... Para quê? Ao fim ao cabo já estava acordada... Foi assim que tive a oportunidade de o ver chegar no seu cavalo castanho (nunca branco, detesto clichés)! "Carago" disse entredentes, que boa pele! Como num bom conto de fadas fingi-me de adormecida, afinal, os príncipes nunca sabem quando fingimos, se bem que com os príncipes nunca temos que fingir... Gostei quando ele me agarrou para me levar para o cavalo (cheirava bem!), estava um pouco entorpecida (maldita cãibra que me deu quando me levantei)...
De alguma forma a maçã valeu a pena mas não podemos viver de um sonho...
"A galope!"
Acordei antes mesmo de o meu príncipe chegar, pensei mesmo que já nem vinha... Para quê? Ao fim ao cabo já estava acordada... Foi assim que tive a oportunidade de o ver chegar no seu cavalo castanho (nunca branco, detesto clichés)! "Carago" disse entredentes, que boa pele! Como num bom conto de fadas fingi-me de adormecida, afinal, os príncipes nunca sabem quando fingimos, se bem que com os príncipes nunca temos que fingir... Gostei quando ele me agarrou para me levar para o cavalo (cheirava bem!), estava um pouco entorpecida (maldita cãibra que me deu quando me levantei)...
De alguma forma a maçã valeu a pena mas não podemos viver de um sonho...
"A galope!"
terça-feira, 27 de fevereiro de 2007
The Tree and the Bird
"I dream inside your eyes
You fly around me in circles…
Now you rest on my shoulder to fly again
And since you won't stay
Maybe you'll take me away
'Cause, you know, I can fly but not on my own…
Yes, you know… not on my own…
Leaves fallin' again
you flyin' away…
Why won't you take me some day…?"
Coldfinger
You fly around me in circles…
Now you rest on my shoulder to fly again
And since you won't stay
Maybe you'll take me away
'Cause, you know, I can fly but not on my own…
Yes, you know… not on my own…
Leaves fallin' again
you flyin' away…
Why won't you take me some day…?"
Coldfinger
domingo, 25 de fevereiro de 2007
quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007
Queixa e imprecações dum condenado à morte

"Por existir me cegam,
Me estrangulam,
Me julgam,
Me condenam,
Me esfacelam.
Por me sonhar em vez de ser me insultam,
Por não dormir me culpam
E me dão o silêncio por carrasco
E a solidão por cela.
Por lhes falar, proíbem-me as palavras,
Por lhes doer, censuram-me o desejo
E marcam-me o destino a vergastadas
Pois não ousam morder o meu corpo de beijos.
Passo a passo os encontro no caminho
Que os deuses e o sangue me traçaram.
E negando-me, bebem do meu vinho
E roubam um lugar na minha cama
E comem deste pão que as minhas mãos infames amassaram.
Com angústia e com lama.
Passo a passo os encontro no caminho.
Mas eu sigo sozinho!
Dono dos ventos que me arremessaram,
Senhor dos tempos que me destruíram,
Herói dos homens que me derrubaram,
Macho das coisas que me possuíram.
Andando entre eles invento as passadas
Que hão-de em triunfo conduzir-me à morte
E as horas que sei que me estão contadas,
Deslumbram-me e correm, sem que isso me importe.
Sou eu que me chamo nas vozes que oiço,
Sou eu quem se ri nos dentes que ranjo,
Sou eu quem me corto a mim mesmo o pescoço,
Sou eu que sou doido, sou eu que sou anjo.
Sou eu que passeio as correntes e as asas
Por sobre as cidades que vou destruindo,
Sou eu o incêndio que lhes devora as casas,
O ladrão que entra quando estão dormindo.
Sou eu quem de noite lhes perturba o sono,
Lhes frustra o amor, lhes aperta a garganta.
Sou eu que os enforco numa corda de sonho
Que apodrece e cai mal o sol se levanta.
Sou eu quem de dia lhes cicia o tédio,
O tédio que pensam, que bebem e comem,
O tédio de serem sem nenhum remédio
A perfeita imagem do que for um homem.
Sou eu que partindo aos poucos lhes deixo
Uma herança de pragas e animais nocivos.
Sou eu que morrendo lhes segredo o horror
de serem inúteis e ficarem vivos."
Me estrangulam,
Me julgam,
Me condenam,
Me esfacelam.
Por me sonhar em vez de ser me insultam,
Por não dormir me culpam
E me dão o silêncio por carrasco
E a solidão por cela.
Por lhes falar, proíbem-me as palavras,
Por lhes doer, censuram-me o desejo
E marcam-me o destino a vergastadas
Pois não ousam morder o meu corpo de beijos.
Passo a passo os encontro no caminho
Que os deuses e o sangue me traçaram.
E negando-me, bebem do meu vinho
E roubam um lugar na minha cama
E comem deste pão que as minhas mãos infames amassaram.
Com angústia e com lama.
Passo a passo os encontro no caminho.
Mas eu sigo sozinho!
Dono dos ventos que me arremessaram,
Senhor dos tempos que me destruíram,
Herói dos homens que me derrubaram,
Macho das coisas que me possuíram.
Andando entre eles invento as passadas
Que hão-de em triunfo conduzir-me à morte
E as horas que sei que me estão contadas,
Deslumbram-me e correm, sem que isso me importe.
Sou eu que me chamo nas vozes que oiço,
Sou eu quem se ri nos dentes que ranjo,
Sou eu quem me corto a mim mesmo o pescoço,
Sou eu que sou doido, sou eu que sou anjo.
Sou eu que passeio as correntes e as asas
Por sobre as cidades que vou destruindo,
Sou eu o incêndio que lhes devora as casas,
O ladrão que entra quando estão dormindo.
Sou eu quem de noite lhes perturba o sono,
Lhes frustra o amor, lhes aperta a garganta.
Sou eu que os enforco numa corda de sonho
Que apodrece e cai mal o sol se levanta.
Sou eu quem de dia lhes cicia o tédio,
O tédio que pensam, que bebem e comem,
O tédio de serem sem nenhum remédio
A perfeita imagem do que for um homem.
Sou eu que partindo aos poucos lhes deixo
Uma herança de pragas e animais nocivos.
Sou eu que morrendo lhes segredo o horror
de serem inúteis e ficarem vivos."
Ary dos Santos
terça-feira, 13 de fevereiro de 2007
quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007
quarta-feira, 31 de janeiro de 2007
Liberdade 2

"A dependência é uma besta que dá cabo do desejo, e a liberdade é uma maluca que sabe quanto vale um beijo!"
Jorge Palma - "A gente vai continuar"
"Fechou os olhos, abandonando-se a ela, de corpo e alma, sem consciência de outra coisa que não fosse a pressão tenebrosa dos seus lábios que se entreabriam suavemente. A sua pressão exercia-se tanto sobre o seu cérebro como sobre os seus lábios, como se fossem o veículo de um vago discurso; e, entre eles, sentiu uma pressão desconhecida e tímida, mais tenebrosa que o enlanguescimento do pecado, mais suave do que um som ou um perfume."
James Joyce - no livro "Retrato do Artista Quando Jovem"
terça-feira, 30 de janeiro de 2007
Liberdade

"Ai que prazer
Não cumprir um dever,
Ter um livro para ler
E não o fazer!
Ler é maçada,
Estudar é nada.
O sol doira
Sem literatura.
O rio corre, bem ou mal,
Sem edição original.
E a brisa, essa,
De tão naturalmente matinal,
Como tem tempo não tem pressa...
Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.
Quanto é melhor, quando há bruma,
Esperar por D. Sebastião,
Quer venha ou não!
Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol, que peca
Só quando, em vez de criar, seca.
O mais do que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças
Nem consta que tivesse biblioteca..."
Fernando Pessoa
Yes, my master!
sábado, 27 de janeiro de 2007
Ka bom!
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