sexta-feira, 13 de junho de 2008
quarta-feira, 11 de junho de 2008
Juerga en La Rambla
"Soy una desafortunada vecina de la Rambla de nuestra ciudad, ya sabe, esa que quieren presentar para patrimonio de la humanidad. En mi escalera hay un piso alquilado a estudiantes de forma rotatoria. Eso sí los últimos inquilinos lo son del programa Erasmus. Esos que son la elite de los universitarios europeos. Ya son muchas las juergas y las broncas tenidas con ellos por sus fiestas nocturnas.
Ayer, 8 de junio, colmaron todo lo imaginable. Me desperté alrededor de la 1.45 del ruido que oía, me asomé a la escalera y la vi llena de individuos convenientemente bebidos y cuando les dije que hiciesen el favor recibí algún gesto amenazante. Me asomé al balcón y había alrededor de 200 personas cortando literalmente la Rambla en sentido descendente. Llamé a la Guardia Urbana para oírme que era una exagerada y que lo que les decía era imposible. Afortunadamente pasaba por delante de casa una patrulla que se encontró con la situación y empezó a actuar. En conclusión, habían montado una fiesta con convocatoria por móvil para ver a cuántos conseguían reunir. Una vez entró la Guardia Urbana en el piso encontró una lista con 207 nombres de asistentes. Un bonito récord, no sé si Guinness o no. Un pequeño detalle, la finca tiene más de 150 años de antigüedad. ¿Podía haber ocurrido un accidente? Obviamente sí. Pero como dice nuestro alcalde: ¡Jo, visca Barcelona!"
Ayer, 8 de junio, colmaron todo lo imaginable. Me desperté alrededor de la 1.45 del ruido que oía, me asomé a la escalera y la vi llena de individuos convenientemente bebidos y cuando les dije que hiciesen el favor recibí algún gesto amenazante. Me asomé al balcón y había alrededor de 200 personas cortando literalmente la Rambla en sentido descendente. Llamé a la Guardia Urbana para oírme que era una exagerada y que lo que les decía era imposible. Afortunadamente pasaba por delante de casa una patrulla que se encontró con la situación y empezó a actuar. En conclusión, habían montado una fiesta con convocatoria por móvil para ver a cuántos conseguían reunir. Una vez entró la Guardia Urbana en el piso encontró una lista con 207 nombres de asistentes. Un bonito récord, no sé si Guinness o no. Un pequeño detalle, la finca tiene más de 150 años de antigüedad. ¿Podía haber ocurrido un accidente? Obviamente sí. Pero como dice nuestro alcalde: ¡Jo, visca Barcelona!"
in La Vanguardia, 10/06/2008
Ahhh, então foi por sua causa que eu tive que abandonar o edifício com copo de sangria na mao!!! Já para não dizer que a polícia andou atrás de nós o resto da noite lol uns fofos os mossos de escuadra. 207? Porra, éramos muitos mesmo! lol E assinámos todos à entrada, pois foi, já nem me lembrava!!! Era escusado era ter escrito prá La Vanguardia lol Só tenho a dizer "Jo, visca Barcelona!" :)
Coisas que me fazem feliz
Há coisas que me fazem feliz. Há coisas que só de pensar me fazem feliz. Falar com os meus amigos. Tenho saudades deles. Um café no Académico lol. Uma sardinha assada com pimentos. Portugal campeão da Europa. O Elísio de bigode e patilhas. Quando a trovoada acaba. Beijos na boca. Chegar a minha casa. Uma esplanada. Comer um gelado no italiano. Uns shots no moelas. Uma baguete das amarelas. Que o Guilha me roube as batatas fritas. Andar descalça. Barcelona. Ver hi5 com o Guilha. Beijinhos no pescoço. Festinhas nas costas antes de dormir. Psicologia. SMS à borla. Dormir a manhã toda. Preguiçar no sofá. Ir ao cinema. Andar de bicicleta. Nadar. Jantar fora com a Inês. Comer gomas com a minha prima. Dançar. Deitar-me na cama e pôr a cabeça ao pé do chão até o sangue subir à cabeça. Ver tennis dias inteiros. Andar de vestidos no Verão. Saber que por muito que o tempo passe pelo menos algumas destas coisas vão estar aí sempre p'ra mim.
domingo, 8 de junho de 2008
Conselho de leitura

"A Catedral do Mar" de Ildefonso Falcones de Sierra
Um envolvente romance que nos leva até à Idade Média em Barcelona, que se desenrola a quando a construção da Catedral de Santa Maria Del Mar, a Catedral do povo. Retratando as guerras, a fome, o medo e alegria, a traição e amor, o poder da Inquisição, a altivez dos nobres, e a fé do povo!
Bem só tenho a acrescentar que adorei=)
Mixa se encontrares por aí um Arnau trá-lo para mim!!!
200 mil Balões
Txupa Turquia!!!
Ca boa vitória num café cheinho de portugueses!!! Carago, é bom ser português :)
E as ruas de Barcelona cheias de portugueses com bandeiras...
P.S. Erasmus party rocks!!! Mas sem polícia da próxima vez, se possível! lol
sexta-feira, 30 de maio de 2008
Suicídios Emocionais

Quando esperamos respostas que não vêm, subitamente a resposta é óbvia e, mais óbvio ainda, é o facto de não ser a que queríamos ouvir. Um amigo falou-me de suicídios emocionais. "Não se diz à pessoa de quem gostamos que gostamos dela, isso é um suicídio emocional". Caramba, não fazia ideia! Sou um bocado burra nestas coisas, não controlo o que sinto e controlo ainda menos o que digo. Bom, tarde demais, lição aprendida (espero), suicídio cometido!
Saudades de casa, e de mimo, e de amor.
domingo, 25 de maio de 2008
terça-feira, 13 de maio de 2008
Pensamento de um amigo
Um bom amigo disse-me uma vez:
"Deixo-te com este pensamento que desenvolvi, a saber:
só há dois homens que podemos adorar na vida sem sermos maricas que são: o nosso pai e o Rui Costa."
Bravo!
domingo, 11 de maio de 2008
segunda-feira, 28 de abril de 2008
Pés escaldados...
Tenho os pés escaldados! Sim, é verdade... Mas só os pés (perguntam vocês)? Sim, só os pés porque FOI O ÚNICO SÍTIO ONDE NAO PUS PROTECTOR SOLAR!!! Mas porque é que os pés têm que ser sempre os mesmos discriminados? E agora cá estão eles... vermelhos, doridos, embebidos em hidratante que fazem desaparecer em menos de um minuto... E dói! Tinha que desabafar...
P.S. Convém por uma gotita de protector tb no umbigo que coitadinho, tb sofre...
quarta-feira, 16 de abril de 2008
segunda-feira, 10 de março de 2008
Estou além =)

Não consigo dominar
Este estado de ansiedade
A pressa de chegar
P'ra não chegar tarde
Não sei de que é que eu fujo
Será desta solidão
Mas porque é que eu recuso
Quem quer dar-me a mão
Vou continuar a procurar
A quem eu me quero dar
Porque até aqui eu só:
Quero quem quem eu nunca vi
Porque eu só quero quem
Quem não conheci
Porque eu só quero quem
Quem eu nunca vi
Porque eu só quero quem
Quem não conheci
Porque eu só quero quem
Quem eu nunca vi
Esta insatisfação
Não consigo compreender
Sempre esta sensação
Que estou a perder
Tenho pressa de sair
Quero sentir ao chegar
Vontade de partir
P'ra outro lugar
Vou continuar a procurar
A minha forma
O meu lugar
Porque até aqui eu só:
Estou bem aonde eu não estou
Porque eu só quero ir
Aonde eu não vou
Porque eu só estou bem
Aonde eu não estou
Porque eu só quero ir
Aonde eu não vou
Porque eu só estou bem
Aonde não estou
António Variações
sábado, 8 de março de 2008
Barcelona
Só posso dizer que é maravilhoso!
É tudo lindo, fascinante, perfeito!
As pessoas que enchem as Ramblas, as senhoras que vendem flores, o mercado St Josep, as ramificações da Rambla, com lojas cheias de coisas diferentes e originais, a disposição do Bairro Gótico, com as suas ruelas e edifícios, a imponência da Catedral, as praças cheias de música e de cheiro a bolos fresquinhos, Montjuic de noite iluminado com aquela luz que nos deixa sem fala, a Sagrada Família que é tão única quanto bonita... E acima de tudo, a dinâmica desta cidade, a maneira como se anda, se fala, se vive...
Só consigo dizer que não me quero ir embora daqui nunca mais!
domingo, 2 de março de 2008
sábado, 1 de março de 2008
Até já ;)
Vá, Mixazinhos fofos, não fiquem tristes que eu venho já!
Eu sei que a vossa vida sem mim não vai ser a mesma mas vou tar sempre a pensar em vocês todos;) lol
Vou dando notícias, GUAPOOS;)
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
terça-feira, 5 de fevereiro de 2008
...
"O sono que desce sobre mim,
O sono mental que desce fisicamente sobre mim,
O sono universal que desce individualmente sobre mim _
Esse sono
Parecerá aos outros o sono de dormir,
O sono da vontade de dormir,
O sono de ser sono.
Mas é mais, mais de dentro, mais de cima:
É o sono da soma de todas as desilusões,
É o sono da síntese de todas as desesperanças,
É o sono de haver mundo comigo lá dentro
Sem que houvesse contribuído em nada para isso.
O sono que desce sobre mim
É contudo como todos os sonos.
O cansaço tem ao menos brandura,
O abatimento tem ao menos sossego,
A rendição é ao menos o fim do esforço,
O fim é ao menos o já não haver que esperar.
Há um som de abrir uma janela,
Viro indiferente a cabeça para a esquerda
Por sobre o ombro que a sente,
Olho pela janela entreaberta:
A rapariga do segundo andar de defronte
Debruça-se com os olhos azuis à procura de alguém.
De quem?,
Pergunta a minha indiferença,
E tudo isso é sono.
Meu Deus, tanto sono!..."
O sono mental que desce fisicamente sobre mim,
O sono universal que desce individualmente sobre mim _
Esse sono
Parecerá aos outros o sono de dormir,
O sono da vontade de dormir,
O sono de ser sono.
Mas é mais, mais de dentro, mais de cima:
É o sono da soma de todas as desilusões,
É o sono da síntese de todas as desesperanças,
É o sono de haver mundo comigo lá dentro
Sem que houvesse contribuído em nada para isso.
O sono que desce sobre mim
É contudo como todos os sonos.
O cansaço tem ao menos brandura,
O abatimento tem ao menos sossego,
A rendição é ao menos o fim do esforço,
O fim é ao menos o já não haver que esperar.
Há um som de abrir uma janela,
Viro indiferente a cabeça para a esquerda
Por sobre o ombro que a sente,
Olho pela janela entreaberta:
A rapariga do segundo andar de defronte
Debruça-se com os olhos azuis à procura de alguém.
De quem?,
Pergunta a minha indiferença,
E tudo isso é sono.
Meu Deus, tanto sono!..."
Álvaro de Campos
sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
quinta-feira, 17 de janeiro de 2008
Parabéns mixa!!!!
PARABÉNS MIXA!!!!!!!
Mereces uma menção honrosa uma vez que nos aturas às duas desde que o mundo é mundo (pelo menos para nós)!
És fixe e olha... desculpa lá quando te roubavamos os chocolates quando éramos putos, ok? Não era por mal tu sabes mas chocolate é chocolate e tu eras mesmo muito lento a comer...
Gostiiiiiiiiiiiiiiiiii:)
terça-feira, 15 de janeiro de 2008
Será tarde?!
Será tarde para umas resoluções de Ano Novo?
1- Ter um feitio melhorzinho...
2- Deixar de me preocupar.
3- Conseguir fazer os trabalhos todos a tempo.
4- Comer menos chocolate.
5- Deixar de chatear o Guilha (refira-se, deixar de lhe apalpar o mamilo esquerdo).
6- Beber 2l de água por dia.
7- Tomar as decisões certas.
8- Se tomar as decisões erradas não passar dias a pensar nisso.
9- Aproveitar ao máximo.
10- Não pensar muito nas saudades.
segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
sábado, 12 de janeiro de 2008
Lets keep life happy
quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
Aniversário!
Bom, parece que fiz anos outra vez... Não houve como impedir... Aqui ficam algumas fotos da minha humilde comemoração com os meus amigos.
Estava enganada!!!
Segundo a gíria "Quem tem cu tem medo", sempre pensei que o medo fosse apenas o sentimento de inquietação perante algo de perigoso ou imaginário, de susto, terror, pânico!
Estava enganada!
O MEDO - A MULHER FEIA! As pessoas conseguem ser bem ruíns... Mas não consigo deixar de imaginar como seria a senhora... Mas poderei sugerir O Medo masculino:

Hehe
domingo, 23 de dezembro de 2007
sábado, 22 de dezembro de 2007
sábado, 15 de dezembro de 2007
Férias (?)
quinta-feira, 29 de novembro de 2007
segunda-feira, 26 de novembro de 2007
UC considerada a melhor do país!
O TOP400 das Universidades Mundiais, organizado pelo “The Times”, coloca a UC como a melhor Universidade Portuguesa. Neste TOP400 só aparecem 2 Universidades Portuguesas: a UC (319) e a UNL (341). Coimbra é ainda a 4ª Universidade Ibérica e a 3ª de lingua portuguesa.
Link para o TOP400 do Mundo aqui.
Link para o TOP400 do Mundo aqui.
segunda-feira, 5 de novembro de 2007
Querida Maria
Ando bastante constipada e o meu narizinho está gretado de tanto o assoar...
Ando a untá-lo com "Neutrogena Pés"...
Serei normal?
quinta-feira, 1 de novembro de 2007
Ai ai ai
Isto anda muito apagadito...
Já não há mixas como antigamente....................
Conta da praxe mixa!
Saudadinhas tuas...
Já não há mixas como antigamente....................
Conta da praxe mixa!
Saudadinhas tuas...
domingo, 14 de outubro de 2007
segunda-feira, 1 de outubro de 2007
Hmmm Danone...
Sabemos que atingimos o fundo do poço quando o ponto alto do nosso dia é a tampa do iogurte que diz "gosto de gostar de ti"...
sexta-feira, 28 de setembro de 2007
Homem do saco ~=D

Este desenho foi feito no paint por mim, ilustra o homem do saco que supostamente, e segundo a minha avozinha, me deveria levar no saco para longe por estar a brincar ou a espreitar à janela, da qual podia cair e acontecer-me uma infinidade de coisas ruíns! O meu homem do saco era assim, é deveras assustador, eu sei! E um homem assim toda a gente quer! Com isto explico o porque de não sair da janela, e nos dias de trevoada na verdade eu não queria ver os trovões, era mesmo para atrair o homem... do saco... Porque eu queria realmente vê-lo... E lá ia eu de vez em quando espreitar para ver se era ele, mas nunca fui bem sucedida! Alguém me pode mostrar o homem do saco?!
Acho que vou dizer às criancinhas que existe o homem luz, que se eles se portarem mal come toda a electricidade e assim não poderão jogar playstation! hahahaha
quarta-feira, 26 de setembro de 2007
Chuva
"As coisas vulgares que há na vida
Não deixam saudades
Só as lembranças que doem
Ou fazem sorrir
Há gente que fica na história
da história da gente
e outras de quem nem o nome
lembramos ouvir
São emoções que dão vida
à saudade que trago
Aquelas que tive contigo
e acabei por perder
Há dias que marcam a alma
e a vida da gente
e aquele em que tu me deixaste
não posso esquecer
A chuva molhava-me o rosto
Gelado e cansado
As ruas que a cidade tinha
Já eu percorrera
Ai... meu choro de moça perdida
gritava à cidade
que o fogo do amor sob chuva
há instantes morrera
A chuva ouviu e calou
meu segredo à cidade
E eis que ela bate no vidro
Trazendo a saudade"
sábado, 8 de setembro de 2007
quinta-feira, 6 de setembro de 2007
...

Cruza as mãos morenas ao peito
Essas mãos calejadas e golpeadas por tudo o que fez durante os tempos que correram, tantas vezes duros, mas sempre lutando para satisfazer os queridos. Enverga uma camisola de lã velha e com "borbotos" como diz o meu irmão! =) E é tão bom o calorzinho do seu abraço. O cabelo grisalho debaixo da boina sempre companheira dá-lhe o ar respeitador. E a olhar para o horizonte, ou para as árvores a dançar lá fora, vai escondendo os olhos verdes, tão sábios e despreocupados até adormecerem. Mas sei que estão sempre alertas, pois sabe que não tarda nada estará alguém a dizer "Oh Manel já fechas-te a capoeira às pitas?"! E lá vai ele dar mais uma volta até chegar o próximo curto descanço.
Adoro-te avozinho
segunda-feira, 3 de setembro de 2007
sexta-feira, 31 de agosto de 2007
segunda-feira, 27 de agosto de 2007
quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Bueda boa música que cantavamos na escolinha:)
A Casa
Era uma casa
Muito engraçada
Não tinha teto
Não tinha nada
Ninguém podia
Entrar nela não
Porque na casa
Não tinha chão
Ninguém podia
Dormir na rede
Porque na casa
Não tinha parede
Ninguém podia
Fazer pipi
Porque penico
Não tinha ali
Mas era feita
Com muito esmero
Na Rua dos Bobos
Número Zero.
Vinicios de Morais
sábado, 4 de agosto de 2007
Rio

Sentei-me à beira do rio para ouvir a água a correr. Só para isso. Não me importa mais nada agora. A minha mente está vazia, tão vazia como pode estar. Ao olhar para trás penso que o poderia ter feito mais vezes, esvaziar a minha mente. Daquelas coisas estúpidas. Tantas coisas estúpidas que a habitavam, invadiam, tolhiam, manipulavam. Mas não tinha o rio por perto para ouvir a água a correr.
sexta-feira, 3 de agosto de 2007
Poema em linha recta
Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos tem sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado,
Para fora da possibilidade do soco;
Eu que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu que verifico que não tenho par nisto neste mundo.
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo,
Nunca teve um acto ridículo, nunca sofreu um enxovalho,
Nunca foi senão - príncipe - todos eles príncipes - na vida...
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana,
Quem confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Não.. são todos o Ideal, e o que eu oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Estou farto de semideuses!
Onde há gente no mundo?
Então só eu e que sou vil e me engano nesta terra?
Poderão as mulheres não os ter amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que tenho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.
Álvaro de Campos
Todos os meus conhecidos tem sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado,
Para fora da possibilidade do soco;
Eu que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu que verifico que não tenho par nisto neste mundo.
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo,
Nunca teve um acto ridículo, nunca sofreu um enxovalho,
Nunca foi senão - príncipe - todos eles príncipes - na vida...
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana,
Quem confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Não.. são todos o Ideal, e o que eu oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Estou farto de semideuses!
Onde há gente no mundo?
Então só eu e que sou vil e me engano nesta terra?
Poderão as mulheres não os ter amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que tenho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.
Álvaro de Campos
sábado, 28 de julho de 2007
quinta-feira, 26 de julho de 2007
Encosta-te a Mim
"Encosta-te a mim,
nós já vivemos cem mil anos.
Encosta-te a mim,
talvez eu esteja a exagerar.
Encosta-te a mim,
dá cabo dos teus desenganos
não queiras ver quem eu não sou,
deixa-me chegar.
Chegado da guerra,
fiz tudo p´ra sobreviver em nome da terra,
no fundo p´ra te merecer
recebe-me bem,
não desencantes os meus passos
faz de mim o teu herói,
não quero adormecer.
Tudo o que eu vi,
estou a partilhar contigo
o que não vivi, hei-de inventar contigo
sei que não sei às vezes entender o teu olhar
mas quero-te bem, encosta-te a mim.
Encosta-te a mim,
desatinamos tantas vezes.
Vizinha de mim, deixa ser meu o teu quintal,
recebe esta pomba que não está armadilhada
foi comprada, foi roubada, seja como for.
Eu venho do nada porque arrasei o que não quis
em nome da estrada, onde só quero ser feliz.
Enrosca-te a mim, vai desarmar a flor queimada,
vai beijar o homem-bomba, quero adormecer.
Tudo o que eu vi,
estou a partilhar contigo, o que não vivi,
um dia hei-de inventar contigo
sei que não sei, às vezes entender o teu olhar,
mas quero-te bem.
Encosta-te a mim.
Quero-te bem.
Encosta-te a mim."
Jorge Palma
domingo, 15 de julho de 2007
Elá...
"Portugal acabará por integrar-se na Espanha"
José Saramago, "Diário de Notícias", 15-07-2007
Ka medo...
Ou não! Como as coisas andam já nem digo nada...
Hmmm... Eles querem é o Cristiano Ronaldo!
Golo!
Buedaboa é a amizade que nos leva a beber umas minis (coisa que detestamos mas que assim até nos sabe bem) e que nos põe a ver vídeos de morte no youtube pra chegarmos à meia-noite a casa cheios de vontade de estudar porque a vida é buedaboa quando se tem a amizadezita!
Buedafeliz porque li a matéria toda e percebi tudo!
Bem mais feliz pela amizade!
Adoro pessoas!
Golo!
quinta-feira, 12 de julho de 2007
Pessoa
"Montes, e a paz que há neles, pois são longe...
Paisagens, isto é, ninguém...
Tenho a alma feita para ser um monge
Mas não me sinto bem.
Se eu fosse outro, fora outro. Assim
Aceito o que me dão,
Como quem espreita para um jardim
Onde os outros estão.
Que outros? Não sei. Há no sossego incerto
Uma paz que não há,
E eu fito sem ler um livro aberto
Que nunca mo dirá..."
Paisagens, isto é, ninguém...
Tenho a alma feita para ser um monge
Mas não me sinto bem.
Se eu fosse outro, fora outro. Assim
Aceito o que me dão,
Como quem espreita para um jardim
Onde os outros estão.
Que outros? Não sei. Há no sossego incerto
Uma paz que não há,
E eu fito sem ler um livro aberto
Que nunca mo dirá..."
Fernando Pessoa
domingo, 8 de julho de 2007
quinta-feira, 5 de julho de 2007
quarta-feira, 4 de julho de 2007
Tristeza
Há coisas que me deixam triste...
Será normal ficarmos tristes quando nos lembramos do quão tristes já estivemos? A mim acontece-me...
Se pudesse mudava tantas coisas...
Sou feliz, a maior parte do tempo!
Será normal ficarmos tristes quando nos lembramos do quão tristes já estivemos? A mim acontece-me...
Se pudesse mudava tantas coisas...
Sou feliz, a maior parte do tempo!
segunda-feira, 2 de julho de 2007
domingo, 1 de julho de 2007
Amigo Profissional
Não faz perguntas, não espera respostas!
Não está às vezes, está sempre!
Não precisa de palavras, recorre às acções!
Nunca espera mas é sempre esperado...
"Não podemos fazer mais nada, só ouvir e estar aqui! É assim o trabalho de ser amigo!"
Não está às vezes, está sempre!
Não precisa de palavras, recorre às acções!
Nunca espera mas é sempre esperado...
"Não podemos fazer mais nada, só ouvir e estar aqui! É assim o trabalho de ser amigo!"
sexta-feira, 29 de junho de 2007
O Self que mostramos

"As máscaras são expressões deliberadas e ecos admiráveis do sentimento, ao mesmo tempo fiéis, discretas e superlativas. As coisas vivas em contacto com o ar adquirem necessariamente uma cutícula, e não podemos acusar as cutículas pelo facto de não serem corações; contudo, há certos filósofos que parecem acusar as imagens por não serem coisas, e as palavras de não serem sentimentos. As palavras e as imagens são como conchas, partes não menos integrantes da natureza do que as substâncias que protegem, mas mais dirigidas ao olhar e mais expostas à observação. Não me parece que possamos dizer que a substância existe por causa da aparência, ou os rostos por causa das máscaras, ou as paixões por causa da poesia e da virtude. Não há nada que apareça na Natureza por causa de outra coisa qualquer; todos os aspectos e produtos pertencem em medida igual ao ciclo da existência..."
Santayana
quinta-feira, 28 de junho de 2007
segunda-feira, 25 de junho de 2007
Agora

Não há estrelas no céu a dourar o meu caminho,
Por mais amigos que tenha sinto-me sempre sozinho.
De que vale ter a chave de casa para entrar,
Ter uma nota no bolso pr'a cigarros e bilhar?
A primavera da vida é bonita de viver,
Tão depressa o sol brilha como a seguir está a chover.
Para mim hoje é Janeiro, está um frio de rachar,
Parece que o mundo inteiro se uniu pr'a me tramar!
Passo horas no café, sem saber para onde ir,
Tudo à volta é tao feio, só me apetece fugir.
Vejo-me à noite ao espelho, o corpo sempre a mudar,
De manhã ouço o conselho que o velho tem pr'a me dar.
Vou por ai às escondidas, a espreitar às janelas,
Perdido nas avenidas e achado nas vielas.
Mãe, o meu primeiro amor foi um trapézio sem rede,
Sai da frente por favor, estou entre a espada e a parede.
Não vês como isto é duro, ser jovem não é um posto,
Ter de encarar o futuro com borbulhas no rosto.
Porque é que tudo é incerto, não pode ser sempre assim,
Se não fosse o Rock and Roll, o que seria de mim?
Não há estrelas no céu...
Letra de Rui Veloso; Escultura de Ron Mueck
"O País dos Pinguinhos"

Parece-me recordar que tinha ficado combinado sermos pessoas responsáveis e não irmos ao S. João, ao Porto... Parece-me... Foi até a "loira" que tinha insistido... A mesma loira que me ligou às 18h a dizer que tínhamos comboio às 19.30h:
"_ Vamos?"
"_ E isso é coisa que se pergunte?"
Fomos!
Foi absolutamente espectacular. Tudo! O fogo de artifício da varanda com vista para o Douro, a companhia, as febras e o whisky com sumo de maçã (lol), o ambiente nas ruas... Tanta martelada que eu levei e só me apetecia gritar por socorro porque não conseguimos comprar um martelo, ao que parece esgotaram no Porto... Trouxemos um manjerico bem bonito de recordação que aquela senhora tão simpática nos ofereceu!
Mas o S. João não foi nada quando comparado com a odisseia que foi o regresso!!!
Eram 5h da manhã e entrámo num comboio em S. Bento que era ligação para Campanhã, onde iríamos apanhar o comboio para Coimbra às 6h! Mas a loira abre a boquinha e diz: "_ E se fôssemos andando até Ovar?", responde a burra: "_Pode ser!". E lá fomos nós num comboio p'ra Ovar, quando tínhamos um bilhete para Ermesinde(!!!!!!!! não perguntem porquê)...
Ora, armadas em espertas pensámos que tínhamos feito um rico serviço, que teríamos comboio em Ovar logo ao chegar! Chegámos a Ovar bastante antes das 6h da manhã e só tínhamos comboio às 6.40h(!!?) e não, não era para Coimbra, era para Aveiro!!!! E em Aveiro tínhamos que apanhar uma ligação para Coimbra! Perfeito! Perfeitas idiotas que nós somos... Estávamos nós e um homem sem dentes (que era de Valadares mas que tinha adormecido no comboio, tinha que apanhar um para trás bá blá blá...) sentados na estação de Ovar à espera que o café "O Trem" abrisse para poder comer qualquer coisinha... Que belo quadro!
Abriu!
Ora, como explicar... Eram 6.30h da manhã e fomos as únicas pessoas naquele café que não pediram bebidas alcoólicas. Um senhor ao meu lado pediu um Porto, um homem asiático pediu um café e um bagaço e o homem sem dentes bebeu um café com um bagaço enquanto fumava um cigarro... Senti-me muito deslocada e ponderei seriamente a possibilidade de pedir um cheirinho p'ró meu Ucal...
Fica um agradecimento especial ao senhor que trabalhava na estação que foi incansável nas suas explicações e que, note-se, hasteou a bandeira às 6.30h da manhã (ainda dizem que já não há patriotas). Um grande bem-haja!
Chegada a Coimbra: 8.30h!
Para a próxima venho a pé... lol
P.S. Não me lembro de ter pedido um desejo ao nosso balão de S. João... Tenho pena...
domingo, 24 de junho de 2007
Olá pessoas
sábado, 23 de junho de 2007
Morte
quinta-feira, 21 de junho de 2007
Porquê?
Época de exames...

O eu sentir quando penso
e pensar enquanto sinto
origina um labirinto
onde me perco e convenço
de que tudo é indistinto,
do que o mundo se organiza
desorganizadamente
nos recônditos da mente
como uma ideia imprecisa
que quando se pensa, sente
e quando se sente, pensa,
numa confusão total,
num processo irracional
em que se esfuma a diferença
entre o que é ou não real.
Dos meandros disso tudo
nasce apenas um desejo:
distinguir o que não vejo
e é talvez o conteúdo
deste infinito bocejo
a caminho não sei de onde,
à espera não sei do quê.
Quem me ouve? Quem me vê?
A vida não me responde
e, afinal, ninguém me lê.
Fernando Pinto do Amaral
Quem tramou as crianças?!
quarta-feira, 20 de junho de 2007
...

Vi-a mergulhada no poço da solidão, num deserto de mar branco, rodeada de gigantes que riem. Felizmente não dela, que aos seus olhos lhes passa transparente, talvez riam do que virá na próxima hora descarregar mais mercadoria.
Não sei, nem me interessa.
Gostei dela e tive pena! Aceitou a minha mão como uma carícia, ou mesmo que o não fosse pior que o túmulo anterior não poderia ser.
Acendi e apaguei luzes.
Não tenho no bolso a chave da entrada e saída para o mundo. Não importa. Deixo-a aberta. Rápido encontrei um lugar. É verdejante e não é do Sporting, tem pé e não anda. O que é? Imaginação.
Não me despedi dela. Terá ela pensado que a abandonei? Ou terá agradecido?
Claro que não!
Sabem mais do que aqueles que pensam que sabem. O agradecimento vem depois com a mesma serventia, porque se o não fizermos por todos não há amizade.
Mein Kampf
"The leader of genius must have the ability to make different opponents appear as if they belonged to one category."
terça-feira, 19 de junho de 2007
sábado, 16 de junho de 2007
domingo, 10 de junho de 2007
quarta-feira, 6 de junho de 2007
segunda-feira, 4 de junho de 2007
Cenas

"You know a dream is like a river, ever changing as it flows.
And a dreamer's just a vessel that must follow where it goes.
Trying to learn from what's behind you and never knowing what's in store
makes each day a constant battle just to stay between the shores.
And I will sail my vessel 'til the river runs dry.
Like a bird upon the wind, these waters are my sky.
I'll never reach my destination if I never try,
So I will sail my vessel 'til the river runs dry.
Too many times we stand aside and let the water slip away.
To what we put off 'til tomorrow has now become today.
So don't you sit upon the shore and say you're satisfied.
Choose to chance the rapids and dare to dance the tides."
sexta-feira, 1 de junho de 2007
Apresentações
Fico bem nervosa nas apresentações: com a boca seca, batimento cardíaco acelerado e algum tremor nas mãos!
Só não sinto o pulsar do escroto porque o não tenho!
terça-feira, 29 de maio de 2007
Desejos Vãos

"Eu qu'ria ser o Mar d'altivo porte
Que ri e canta, a vastidão imensa!
Eu qu'ria ser a pedra que não pensa,
A Pedra do caminho, rude e forte!
Eu qu'ria ser o Sol, a luz intensa,
O bem do que é humilde e não tem sorte!
Eu qu'ria ser a árvore tosca e densa
Que ri do mundo vão e até da morte!
Mas o Mar também chora de tristeza...
As Árvores também, como quem reza,
Abrem, aos Céus, os braços, como um crente!
E o Sol altivo e forte, ao fim dum dia,
Tem lágrimas de sangue na agonia!
E as Pedras... essas... pisa-as toda a gente!..."
Florbela Espanca
segunda-feira, 21 de maio de 2007
E é tão verdade...
sexta-feira, 18 de maio de 2007
quarta-feira, 16 de maio de 2007
Cláudia, põe-te fina!
Farta de não fazer nada, presa a este parasitismo e à lei do menor esforço... Não era isto que queria ser quando fosse grande! E já sou grande porra... Grande merda!
Tenho que ver se começo mas é a estudar! Porque é que sou tão preguiçosa? Que ódio!
quarta-feira, 9 de maio de 2007
segunda-feira, 7 de maio de 2007
sábado, 5 de maio de 2007
quarta-feira, 2 de maio de 2007
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